sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Escorpião - Missão


"A ti Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes.

Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, e em tua dor te voltarás contra mim, esquecendo que não sou Eu, mas a pervesão de minha ideia, o que te faz sofrer.

Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto e tanto com os instintos em ti mesmo,
que perderás o teu caminho; mas quando finalmente voltares, terei para ti o Dom supremo da Finalidade."(Martin Schulman – Karmic Astrology: The Moon’s Nodes and Reincarnation, 1977).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O ovo, a margarina; um encontro único



O ovo vai para a frigideira. Ela espera-o no fogo, a margarina já está derretida e muito quente. O ovo é despejado de sua fina casca e vai direto ao encontro da margarina, é embebido por ela, faz-no chiar, um chiar suculento, um chiar convidativo.
Uma pitadinha de sal sobre a gema, e logo o cheiro de ovo frito incendeia o ambiente. O que era um misto de transparência e sensibilidade, agora é branco e amarelo firme. O fogo é brando. Vira de um lado, vira do outro e agora está entre douradinho nas bordas arrebitadas, branco e amarelo. Que delícia!
Vai chegando ao fim o caloroso encontro entre o ovo e a margarina. Um encontro único, que jamais se repetirá. Nem para um tampouco para o outro. O fogo é apagado. Uma parte da margarina faz parte do ovo; assim como uma parte do ovo faz parte da margarina. Vida curta, porém intensa.





-Li Melo-

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TUDO É POSSÍVEL


        Sempre que nos deparamos com alguma dificuldade no decorrer de nossas vidas, acreditamos que é um castigo, que Deus está sendo injusto em nos fazer sofrer; então nos desesperamos, achamos que tudo perdeu o sentido, que nada do que fizermos dará certo. Egoísmo de nossa parte é claro, não estamos aqui simplesmente para olhar a vida passar pela janela, como se não fizéssemos parte dela. Todo mundo tem momentos de alegria, de tristeza de solidão, de entregar-se ao amor, isto é viver, correr riscos, cair, levantar, chorar, apaixonar-se...  
        
Temos que olhar mais a nossa volta e agradecer pelas coisas boas que Deus nos oferece todos os dias, cada amanhecer é diferente do outro, um dia é de sol o outro é de chuva. A vida, o mundo e o tempo não param, só porque o dia não está como queremos. A vida é assim e devemos aproveitar com a mesma intensidade todos os momentos, pois todos fazem parte de nós. Estamos interligados com o universo temos que aceitar os desafios com otimismo e determinação, se hoje está difícil temos que acreditar que amanhã será melhor, nada é constante, tudo é possível, tudo pode mudar, um minuto pode fazer a diferença e modificar toda uma vida.   

         De certa forma, somos seres privilegiados, podemos chegar onde quisermos, podemos sonhar e realizar. Quanto ao sofrimento, ele é inevitável, por sermos humanos temos sentimentos, seduzimos e somos seduzidos pelas coisas e pelas pessoas e ,muitas vezes, não sabemos o momento exato de partir ou de ficar, mas uma coisa é certa, podemos ser mais alegres do que tristes, só depende de nós.


-Li Melo-




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O nascimento do poema


As entranhas em ebulição
O papel e a caneta na mão
O poema quer nascer
Quer surgir conhecer as estrelas
Olhar o mar, a vida externa

Cansou de ficar dentro da alma
Quer voar pousar na flor,
Ser borboleta por um instante
Quer beijar, sonhar, ainda que um sonho finito.


Pronto, brotou, voou, pousou sutil como a brisa
Na pétala do papel, a alma se enlevou,
Os olhos cintilaram.
O poema está em festa, viverá.


-Li Melo-

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Crítica


Abram-se as cortinas da realidade inventada, o espetáculo vai começar 
Kik Douglas em cena - "A montanha dos sete abutres"

Manipulação, audiência, gosto pela tragédia, por parte do público: Fatos que marcaram a imprensa brasileira nos últimos anos, por fugirem da ética


Não é de hoje e nem por acaso, que o Jornalismo é duramente retratado nas telonas, como algoz da sociedade, o poderoso manipulador das realidades. O Jornalista, como indivíduo social, por sua vez, também não fica atrás, pois muitas vezes, para satisfazer seu ego acaba por agir em prol de status e a ética que deveria ser colocada em prática e em primeiro plano, em cada fato noticiado é deixada de lado. Muitas vezes é como se ela não existisse, para o Jornalista, e principalmente, para as grandes Empresas que o sustenta, aliás, elas são as beneficiadas com a notícia-espetáculo, que gera audiência, visibilidade e lucro. Um exemplo disso é a fantasiosa história do “bebê diabo”, na qual o jornal Notícias Populares, por falta de notícias que chamassem a atenção inventou que havia nascido um bebê com chifres e rabo no ABC paulista. A história se alastrou como praga e as vendas, por conta do caso, alavancaram.
Por outro lado, embora cada profissional tenha uma visão diferente dos fatos, existe uma verdade que é inerente ao acontecimento. Contudo, essa verdade, essa realidade, muitas vezes é vista pelo próprio público como desinteressante, a mídia em conseqüência disso, mostra o que sabe que será aceito, manipulando, muitas vezes, os fatos da maneira que acha necessário.  
A montanha dos sete Abutres filme dos anos 50 mostra a história de um jornalista antiético,  vivido pelo ator Kirk Douglas, que já foi demitido, justamente, por essa postura, de grandes Jornais como o The New York Times, e que vai trabalhar em um pequeno Jornal de uma pequena cidade, onde nada acontece. Ele almeja a qualquer custo voltar ao posto de antes; para isso espetaculariza e adia a solução de um acidente que acaba em tragédia, por conta de sua manipulação.
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Usa-se a máxima “quanto pior, melhor”, e isso, no entanto, acaba banalizando as notícias, sem levar em conta as pessoas envolvidas, os seus sentimentos, as suas dores.
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A apuração e veiculação da verdade deveriam ser a palavras chaves que movem o jornalismo e o jornalista, mas não é. No Brasil temos casos de sensacionalismo vergonhoso, que até hoje vivem latentes na memória da imprensa, como por exemplo, o caso da Escola Base, uma escolinha infantil, cujos donos foram acusados pelos mais variados meios de comunicação de molestarem as crianças. As vítimas acusadas e condenadas pela imprensa tiveram suas vidas transformadas, para o resto de seus dias, devido a esse mau jornalismo; aquele que fere os direitos, a integridade, a honra dos escolhidos para o massacre midiático.  
Não precisamos ir muito longe, há três anos, Isabella Nardoni foi jogada da janela do apartamento onde morava em São Paulo, pelo pai e a madrasta, que foram condenados. As notícias não tinham fim. Os jornais fizeram da tragédia um “show”. Assim como no caso Eloá, a jovem assassinada pelo ex-namorado depois de mantê-la refém em sua casa em Santo André. As pessoas assistiram ao vivo minuto a minuto a   morte anunciada de Eloá.
As tragédias atraem o leitor, o telespectador, e ainda mais quando são mostradas de forma sensacionalista. Usa-se a máxima “quanto pior, melhor”, e isso, no entanto, acaba banalizando as notícias, sem levar em conta as pessoas envolvidas, os seus sentimentos, as suas dores. E quem paga a dignidade roubada de alguém que foi acusado por algo que não cometeu? Ou das mães que perderam suas filhas e sabem que o país inteiro comenta sobre o assunto e que muitos até fazem piadas a respeito, pois o fato de tanto que “girou” foi banalizado?  
Segundo Clóvis Rossi, a função do Jornalista não é somente descrever, mas descrever para transformar. Pouco se vê a esse respeito. Pior, em vez de descrever um fato, a imprensa, o jornalista o modifica, inventa, aumenta, a ética é só uma pequena  palavra. Fecham-se as cortinas, a vida volta ao “normal”, até o próximo espetáculo.

-Li Melo-

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